CCMUSA – Câmara de Comércio Moçambique USA

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Metical com sinais de resiliência face a uma conjuntura atípica

No contexto internacional, os mercados financeiros foram influenciados pelos seguintes acontecimentos: (i) optimismo em relação aos progressos relativos às negociações sobre as disputas comerciais entre os EUA e a China; (ii) o Governador da Federal Reserve dos EUA admitiu a possibilidade de descer mais uma vez as taxas diretoras; (iii) surpreendendo as expectativas a economia alemã cresceu 0,1% no III Trimestre evitando deste modo uma recessão económica. Na sequência, a semelhança da última semana as principais praças bolsistas registaram desempenho positivo. Mercadoria Semana passada (USD) Esta semana (USD) Barril de Petróleo Brent 62.3 62.4 Gás Natural (mmbtu) 2.81 2.64 Alumínio (ton) 1,811.300 1,763.400 Carvão (ton) 43.80 43.80 Na presente semana, os preços das commodities energéticas e metais apresentaram um comportamento misto comparativamente a semana passada. O barril do petróleo situou-se em média de USD 62,4, representando uma ligeira valorização de 0,18% face a semana passada, influenciado pelo optimismo em torno das negociações sobre as questões comerciais. No sentido contrário o gás natural e o alumínio cotaram-se em média 2,64 USD/Mmbtu e 1.763,4 USD/Ton, respectivamente. O carvão mineral manteve-se em 44,55 USD/Ton observado na semana passada. Produto Semana passada Esta semana Trigo (USD/lb) 512.90 511.65 Soja (USD/lb) 933.45 916.85 Milho (USD/lb) 379.250 380.100 Açúcar (USD/lb) 12.55 12.71 Algodão (USD/lb) 64.75 66.30 Arroz c/casca (USD/lb) 11.98 11.93 Os preços dos produtos agrícolas registaram comportamento misto, tendo o milho, açúcar e algodão registado variações positivas nas suas cotações em relação a semana passada, enquanto que os restantes bens apresentaram reduções. De modo geral os preços foram influenciados pelos desenvolvimentos nas questões comerciais. A nível doméstico, nesta semana a excepcão da taxa de juro dos bilhetes de tesouro que manteve a tendência de descida ao fixar-se em 12,62%, as restantes taxas de juro de referência não tiveram nenhuma alteração. Taxas de juro Semana passada Esta semana Permuta de Liquidez 12.75% 12.75% Bilhetes de Tesouro (Média) 12.64% 12.62% Taxa de juro de política monetária MIMO 12.75% 12.75% Prime Rate 18.00% 18.00% Em relação as janelas de operações, dados desta semana indicam uma redução do volume de operações à taxa Facilidade Permanente de Depósito (FPD) de uma média de 1.039,77 milhões de MT da semana passada para 321,37 milhões de MT nesta semana. E a nível da Janela de Cedência (FPC), o Banco de Moçambique interveio com 56 milhões de MT. No que tange ao mercado cambial, o Metical registou alguns sinais de resiliência em relação a tendência recente de ligeira depreciação face as principais moedas transacionadas no mercado. Com efeito a moeda nacional registou ligeiras perdas face ao dólar americano, enquanto que face ao Euro e Rand registou alguns ganhos. TAXA DE CÂMBIO MÉDIA Moeda Banco Comerciais Banco de Moçambique Semana passada Esta semana Semana passada Esta semana Euro 69.92 69.90 69.84 69.72 USD 63.02 63.29 63.01 63.26 ZAR 4.27 4.26 4.26 4.26 Na análise comparada entre os quatro maiores bancos intervenientes do Mercado Cambial Interbancário, ao ABSA coube o registo das cotações mais baixas em relação ao Euro e Dólar americano, e ao Millennium BIM face ao Rand; no sentido contrario, o Standard Bank apresentou as cotações mais altas em relação ao Euro, o Millennium BIM quanto ao Dólar americano, e o BCI foi para o Rand. Quatro Maiores Bancos Moeda Banco com Câmbio Mais Alto Banco com Câmbio Mais Baixo Euro 70.42 Standard Bank 69.72 ABSA USD 63.32 BIM 63.28 ABSA ZAR 4.27 BCI 4.24 BIM Por Samo Dique e Vanda Castelo Por Samo Dique e Vanda Castelo Fonte: CTA

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Cabotagem Marítima: Uma alternativa para redução dos custos de transação de bens e serviços e melhoria da competitividade no País

A dispersão das potencialidades económicas e das actividades produtivas ao longo do país tem contribuído para o crescimento da circulação de pessoas e do volume de carga entre as regiões do País o que tem contribuído para a crescente pressão do sector dos transportes e suas infraestruturas.   Antes do início de produção e exportação do carvão mineral em grande escala, que impulsionou o ramo ferroviário de carga, o transporte rodoviário era o principal meio de transporte de carga, isto é, este ramo foi responsável por transportar em média cerca de 48% da mercadoria nos últimos 10 anos, como pode ser visto no gráfico 2.   Fonte: INE, vários anos   No transporte rodoviário de mercadoria, a principal infraestrutura é a Estrada Nacional Número 1 (EN1), que acolhe 46,05% de todo o tráfego rodoviário, e constitui o principal eixo de ligação entre as regiões norte, centro e sul. A EN1 encontra-se sobre pressão na circulação de mercadorias e pessoas, pese embora o País apresente uma linha costeira estimada em cerca de 2.500km, sobre a qual, um número considerado de principais cidades estejam localizados, como são os casos das cidades de Maputo, Beira, Quelimane, Angoche, Nacala, Pemba e Mocímboa da Praia. Esta situação deriva do contributo reduzido da Cabotagem Marítima, actualmente em menos de 1% da carga transportada. Refira-se que, a cabotagem marítima já constituiu a principal forma de circulação de pessoas e carga entre as regiões norte, centro e sul do País, sobretudo durante a guerra civil, quando a EN1 encontrava-se com a circulação condicionada, senão mesmo interrompida, em muitas das suas secções. Com o fim da guerra civil e volvidos mais de 20 anos da reactivação plena da EN1, tem-se registado, ano após ano, o declínio da navegação de Cabotagem Marítima, o que afecta os custos de transporte de mercadorias que, por sua vez, reflecte-se nos preços elevados dos diversos produtos em grande parte das regiões do país. Neste contexto, torna-se importante a reactivação da Cabotagem Marítima que poderá contribuir paraa minimização dos custos de transporte de carga entre as várias regiões do País e aumentar a ligação entre os centros de produção e centros de consumo, bem como a melhoria da competitividade dos produtos locais em relação aos bens importados. Uma análise das vantagens desta modalidade de transporte, mostra claramente que o País poderá obter vários ganhos com a reactivação da Cabotagem Marítima, por tratar-se de uma modalidade que confere maior segurança, economias de escala, menor impacto ambiental, baixo nível de consumo de combustível, entre outras. No entanto, por forma a operacionalizar a sua reactivação, urge a necessidade de adopção de algumas medidas para flexibilizar a acção dos operadores privados como: (i) Operacionalização do Regulamento do Regime Aduaneiro da Cabotagem Marítima por parte das Alfândegas, (ii) Estabelecimento das tarifas de cabotagem pelas entidades portuárias, e que as mesmas estejam indexadas em Meticais; (iii) Garantir que a assistência fiscal a empacotamentos passe a ser selectiva e para certo tipo de mercadorias apenas; (iv) Priorização dos navios de cabotagem na atracação; e (v) Massificação da divulgação dos novos procedimentos nas entidades que intervém no processo de cabotagem. Vanda Castelo e Edson D’Augusto   Fonte: CTA

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Fundo de Apoio Associativo tornou a CCMUSA mais visível e estimulou o aumento de membros

A Câmara do Comércio Moçambique – Estados Unidos (CCMUSA) foi um dos membros filiados à CTA que beneficiou do Fundo de Apoio Associativo (FAA) no âmbito do Programa de Apoio e Capacitação Institucional (PACI), implementado pela CTA e financiado pela USAIDA, com o objectivo de fortalecer o movimento associativo empresarial. O Presidente do Conselho Directivo da CCMUSA, Evaristo Madime, faz uma avaliação positiva do FAA, referindo que o mesmo serviu para tornar mais visível a CCMUSA e estimulou o aumento de membros. A CCMUSA recebeu fundos no valor de 1.090.000,00Mts (um milhão e noventa mil meticais), para implementação do projecto de Promoção da Sustentabilidade Institucional, cujo objectivo principal é de contribuir para uma maior auto-sustentabilidade da Câmara, através da edição e produção de uma revista de negócios, denominada MOZBUSINESS, que para além de divulgar matérias de cariz económico-financeiro de interesse para a classe empresarial moçambicana e internacional, está a contribuir para a elevação da notoriedade da organização e, por via disso, estimular o aumento dos membros e uma maior propensão para o pagamento das contribuições por parte das empresas. O fundo alocado, a CCMUSA aplicou no design e impressão da MOZBUSNESS, uma revista com periodicidade bimestral, ou seja, publicado de dois em dois meses. O Fundo foi aprovado em 2018 e a duração do projecto foi de 12 meses. O Presidente do Conselho Directivo da CCMUSA, Evaristo Madime, faz uma avaliação positiva do FAA, referindo que o mesmo serviu para tornar mais visível a CCMUSA e estimulou o aumento de membros. “Sentímo-nos encorajados e acreditamos na proposta do Projecto que a CCMUSA submeteu à CTA no âmbito do PACI. O Fundo financiou a Revista MOZBUSINESS, que criou condições de tornar a Câmara mais visível junto ao empresariado e às entidades do Governo“, referiu Evaristo Madime.

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