CCMUSA – Câmara de Comércio Moçambique USA

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ETG Steel Solutions junta-se à CCMUSA

O Presidente da Câmara de Comércio Moçambique-EUA (CCMUSA), Onório Manuel, conferiu ontem, 20 de Junho, a entrega de Certificado de Membro da CCMUSA à ETG Steel Solutions, um evento que teve lugar no Parque Industrial de Beluluane, em Maputo. Em notas de boas vidas, o presidente da CCMUSA, assegurou que o vínculo que se estabelece entre as duas instituições é estratégico tendo em conta o alcance dos objectivos traçados para o presente quadriénio que passam pela elevação e promoção de parcerias entre os associados e relações comerciais bilaterais entre Moçambique e Estados Unidos da América. “É uma enorme satisfação contar com mais uma prestigiada empresa, que é a ETG, no processo de alavancagem da economia moçambicana e no fortalecimento de relações entre o empresariado a nível do continente africano e dos Estados Unidos da América”, destacou Onório Manuel. Por sua vez, o Sénior Trader da ETG, Steve Macleod manifestou o entusiasmo da empresa em fazer parte da CCMUSA e está confiante que esta parceria a médio e longo prazo poderá trazer resultados satisfatórios para a economia e alavancar o processo de exportações  entre Moçambique – EUA, que é um dos seus maiores anseios, pelo que, um dos segmentos de negócio da ETG em Moçambique, é a produção de tubos de aço, utilizados na indústria do petróleo e gás e no sector de construção civil, para os quais a procura global, incluindo nos EUA, tem vindo a crescer. Em representação ao Conselho Directivo da CCMUSA, José Castilho enfatizou a necessidade de ter membros activos e participativos nos processos de tomada de decisão e na criação de oportunidades de negócios de modo a garantir o alcance de objectivos conjuntos entre a Câmara e aos associados.   Perfil da Empresa ETG STEEL SOLUTIONS, LDA constituída a 07 de Dezembro de 2022 é uma empresa vocacionada ao fabrico de matérias-primas de aço em produtos acabados de aço, especificamente telhados, tubos, bobinas laminadas a quente, vergalhões, fio-máquina, cantoneiras barras em todos os formatos e condutas para a exportação a vários países africanos, bem como para a América do Norte e a Europa Ocidental. Localizado no MozParks -Parque Industrial de Beluluane, com mais de 200 trabalhadores Moçambicanos. Sobre a CCMUSA A CCMUSA é uma associação económica sem fins lucrativos, dotada de personalidade jurídica e de autonomia administrativa, financeira e patrimonial, constituída por tempo indeterminado e que se rege pelos Estatutos e pelas normas legais. O objectivo da Câmara é de contribuir para o desenvolvimento através da promoção de relações económicas, sociais e comerciais mutuamente vantajosas entre as comunidades de negócios de Moçambique e dos Estados Unidos da América. Para mais informações, entre em contacto: 821200332 ou 849639070/ ccmusa@tvcabo.co.mz ou info@ccmusa.org.mz  

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Câmara de Comércio Moçambique – EUA reforça oportunidades de negócios com entrada de quatro novos membros

A Direcção da Câmara de Comércio Moçambique – Estados Unidos de América (CCMUSA), conferiu a entrega de certificados a quatro novas empresas que se juntaram à CCMUSA no dia 10 de Junho, em Maputo. São entidades que actuam no sector industrial, tecnológico, de construção civil e legal, com uma larga experiência no país e no mercado internacional. Trata-se da Midal Cables International Limitada, Raxio Data Center Moçambique, MCC – Manutenção e Construção Civil Lda, Mendes Duarte Rocha e Associados, Sociedade dos Advogados. Na ocasião,  Onório Manuel, presidente da Câmara de Comércio Moçambique – EUA saudou as novas empresas e apelou para que tomassem a Câmara como parte de si por forma a representa-la condignamente a nível nacional e internacional, o que pode contribuir para elevação do número de membros e para a demonstração da qualidade dos serviços prestados. Na mesma ocasião reiterou a importância do envolvimento de todos órgãos sociais e os demais membros no processo de alavancagem do ambiente de negócios entre Moçambique e os Estados Unidos da América, demonstrando o cometimento da Direcção para apoiar e agregar valor aos negociados dos seus associados. “Esta é uma filiação que constitui um marco para a nova dinâmica da CCMUSA na medida em que amplia as relações de negócios aos associados, permitindo o alargamento das possibilidades e parcerias empresariais” acrescentou Onório. Em representação aos novos membros, Tiago Arouca, Sócio-Gerente do MDR  expressou a satisfação das empresas em filiar-se à Câmara e perspectivam momentos produtivos com a nova aliança. “Ansiamos que este vínculo estabelecido hoje entre os novos membros e a CCMUSA seja o início de grandes parcerias frutíferas para ambos, queremos nos sentir parte desta associação por meio de relações activas, cooperadas e networkings que é, por sinal, um dos grandes pilares da Câmara”, concluiu Tiago.  Perfil das novas empresas Midal Cables International, Limitada é uma empresa orientada ao fabrico e venda de barras de alumínio para aplicações eléctricas e mecânicas, fios de alumínio e condutores aéreos nus para a transmissão e distribuição de energia. Iniciou as actividades no final de 2014 e tem apresentado um crescimento constante na produção e no volume de vendas. É um fornecedor mundial com contratos de fornecimento preferencial garantido, com clientes na Europa, África do Sul, Ásia, e EUA. Actualmente conta com 136 colaboradores.   Raxio Data Center Moçambique é uma empresa vocacionada a operacionalização de dados, serviços de acomodação de infraestruturas de IT das empresas e entidades públicas. Trata-se da primeira instalação de centro de dados de nível III neutro em termos de transporte em Moçambique e será uma característica crítica para a evolução da infraestrutura digital do país e ajudará a acelerar a procura do país por ferramentas e serviços digitais em todas as indústrias. Actualmente conta com 15 colaboradores.       MCC – Manutenção Construção Civil é uma entidade especializada em obras civis, betonagem complexa, construção, perfurações, demolições, obras de terra, impermeabilização, entre outras componentes da indústria de construção.       Mendes Duarte Rocha e Associados, Sociedade dos Advogados, é uma firma de consultoria jurídica, composta por uma equipa de 14 colaboradores com vasta experiência em diversos sectores estratégicos como a banca, serviços financeiros, energia e recursos naturais, investimentos privado nacional e internacional, integra, também à uma prestigiada rede portuguesa Morais Leitão Legal Circle.             Sobre a CCMUSA A CCMUSA é uma associação económica sem fins lucrativos, dotada de personalidade jurídica e de autonomia administrativa, financeira e patrimonial, constituída por tempo indeterminado e que se rege pelos Estatutos e pelas normas legais. O objectivo da Câmara é de contribuir para o desenvolvimento através da promoção de relações económicas, sociais e comerciais mutuamente vantajosas entre as comunidades de negócios de Moçambique e dos Estados Unidos da América. Para mais informações, entre em contacto: 821200332 ou 849639070 / ccmusa@tvcabo.co.mz ou info@ccmusa.org.mz

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Cooperativismo é essencial para alcançarmos nossos objectivos, afirma Presidente da CCMUSA

O Presidente da Câmara de Comércio Moçambique – Estados Unidos da América (CCMUSA), Onório Manuel, apelou ao novo elenco da agremiação a adoptar o modelo cooperativo como um dos principais pilares para alcançar os objectivos estabelecidos para o período de 2024-2028. Este apelo foi feito durante a primeira reunião dos novos órgãos sociais, realizada no dia 10 de Junho na sede do BCI, em Maputo. Entre outros pontos, os membros discutiram o actual estágio da CCMUSA e ajustaram o plano de actividades integrando metas gerais, além de objectivos de curto, médio e longo prazos. Dinamismo e proactividade da direcção Durante a reunião, o presidente da CCMUSA destacou o dinamismo e a proactividade da nova Direcção como factores-chave que contribuíram para alcançar resultados preconizados, em menos de dois meses após a tomada de posse. Entre as realizações recentes, destacam-se a adesão de cinco novos membros. Para fortalecer a cooperação e posicionar estrategicamente a agremiação, o Presidente manteve, recentemente, um encontro de cortesia com a Embaixada norte-americana em Moçambique e participou na Cimeira de Negócios Estados Unidos da América-África, em Dallas. As discussões e os resultados destes encontros servirão para melhorar a actuação da CCMUSA. Em análise a criação de provedorias Durante a reunião, os membros de Direcção discutiram a possibilidade de criação de provedorias para prestarem assistência ao empresariado em diversos sectores, uma iniciativa que visa aproximar e fidelizar a aproximação dos membros. A reunião foi precedida por um sessão de indução ministrada pelo Presidente cessante, Evaristo Madime, que destacou a importância de flexibilizar os encontros periódicos entre os órgãos directivos, privilegiar eventos para unir o empresariado que opera em diversos ramos e algumas entidades governamentais, com o objectivo de explorar potenciais oportunidades de negócios.         Sobre a CCMUSA A CCMUSA é uma associação económica sem fins lucrativos, dotada de personalidade jurídica e de autonomia administrativa, financeira e patrimonial, constituída por tempo indeterminado e que se rege pelos Estatutos e pelas normas legais. O objectivo da Câmara é de contribuir para o desenvolvimento através da promoção de relações económicas, sociais e comerciais mutuamente vantajosas entre as comunidades de negócios de Moçambique e dos Estados Unidos da América. Para mais informações, entre em contacto: 821200332 ou 849639070/ ccmusa@tvcabo.co.mz ou info@ccmusa.org.mz

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CCMUSA Showcases Mozambique’s Business Potential at the U.S.-Africa Business Summit in Dallas, Texas

[Dallas, Texas – May 9, 2024] – CCMUSA’s President and MozParks’ General Manager, Onorio Manuel, joined the Mozambican Business Delegation as a speaker at the 16th U.S.-Africa Business Summit in Dallas, Texas, from May 6-9. This marked Manuel’s first appearance at such an event since his recent election as president of the Chamber of Commerce Mozambique – USA (CCMUSA). The summit, which gathered over 1,500 public and private sector executives, Heads of State, international investors, government officials, and multilateral stakeholders, focused on promoting economic partnerships between the U.S. and African countries. Organized and led by the Mozambican Government Agency for Investment and Export Promotion (APIEX) and CCMUSA, the Mozambican Business Delegation comprised business leaders from various sectors. During the summit, Manuel highlighted Mozambique’s investment and business potential, emphasizing companies’ commitment to promoting economic growth and development in the country.  “It was a great honor to represent Mozambique at such a prestigious event,” said Manuel. “We believe that Mozambique offers incredible opportunities for investors, and we are committed to showcasing these opportunities to a global audience.” This week, Manuel will participate in the Africa CEO Forum in Kigali, Rwanda, to further promote Mozambique as an attractive investment destination.       CCMUSA apresenta potencial empresarial de Moçambique na Cimeira Empresarial EUA-África em Dallas, Texas Dallas, Texas – 9 de Maio de 2024] – O Presidente da CCMUSA e Director Geral da MozParks, Onorio Manuel, juntou-se à Delegação Empresarial Moçambicana como orador na 16ª Cimeira Empresarial EUA-África em Dallas, Texas, de 6 a 9 de Maio. Este acto marcou a primeira aparição de Manuel num evento desta magnitude desde a sua recente eleição como presidente da Câmara de Comércio Moçambique – EUA (CCMUSA). A cimeira, que reuniu mais de 1.500 executivos dos sectores público e privado, Chefes de Estado, investidores internacionais, funcionários governamentais e intervenientes multilaterais, centrou-se na promoção de parcerias económicas entre os EUA e os países africanos. Organizada e liderada pela Agência do Governo de Moçambique para a Promoção de Investimentos e Exportações (APIEX) com o apoio da CCMUSA, a Delegação Empresarial Moçambicana era composta por líderes empresariais de vários sectores. Intervindo durante a cimeira, Manuel destacou o potencial de investimento e de negócios de Moçambique, enfatizando o compromisso das empresas em promover o crescimento económico e o desenvolvimento do país. “Foi uma grande honra representar Moçambique num evento de tão prestígio”, disse Manuel. “Acreditamos que Moçambique oferece oportunidades incríveis para investidores e estamos empenhados em apresentar essas oportunidades a um público global.” Importa referenciar que esta semana, Manuel participará no Africa CEO Forum em Kigali, Ruanda, para promover ainda mais Moçambique como um destino de investimento atraente.

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Presidente da CCMUSA, Onório Manuel

ONÓRIO MANUEL ELEITO PRESIDENTE DA CCMUSA

Onório Manuel eleito novo Presidente da CÂMARA DE COMÉRCIO MOÇAMBIQUE – ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA (CCMUSA) durante a Assembleia Geral Ordinária realizada no dia 30 de Abril de 2024 em Maputo. Entre as diversas actividades agendadas para a assembleia assistiu-se a apresentação e aprovação, por unanimidade, do Relatório de Actividades e Contas referentes ao ano de 2023. Intervindo durante a ocasião, o novo Presidente da CCMUSA garantiu que os órgãos sociais recentemente eleitos vão trabalhar no sentido de atender às necessidades institucionais da Câmara, incluindo os membros e parceiros de cooperação. “Os objectivos estratégicos para o triénio 2024-2027 visam valorizar os associados, tornando a CCMUSA numa referência e um impulsionador de desenvolvimento empresarial entre Moçambique e os Estados Unidos da América. Continuaremos a consolidar as condições para uma instituição de referência baseada nos seus pilares estratégicos de actuação assentes em cinco (5) esferas principais: serviço de apoio às empresas, facilitador de relacionamentos, capacitação interna, cooperação internacional, transição digital e de sustentabilidade”, detalhou Onório. No final da sessão, o Presidente de Mesa, Duarte Dlhalane, em representação do BCI, saudou os novos membros dos Órgãos Sociais e enalteceu o excelente trabalho realizado pela Direcção cessante liderada pelo Dr. Evaristo Madime. “Numa conjuntura complexa e arrasadora para o sector empresarial e para toda a sociedade, de forma geral, esta Direcção foi capaz de manter as actividades em grande nível”, concluiu. Órgãos Sociais Eleitos 2024-2027 MESA DE ASSEMBLEIA PRESIDENTE – BCI- DUARTE DLHALANE SECRETÁRIO – AMANZE E ASSOCIADOS- SOCIEDADE DE ADVOGADOS – COSTA AMANZE CONSELHO DIRECTIVO PRESIDENTE – MOZPARKS –  ONÓRIO MANUEL BOANE VICE-PRESIDENTE – TÉCNICAS ENGENHEIROS CONSULTORES LDA – CARLOS QUADROS SECRETÁRIO – CAMBULE & AMÉRICO –  BERGENTINO AMÉRICO TESOUREIRO – PWC-  JAMIL KHAN VOGAL – BROLL – JOSÉ CASTILHO VOGAL – MOZA BANCO – JAIME JOAQUIM VOGAL – CADA ENERGY – GARY CLYNE CONSELHO FISCAL PRESIDENTE – ERNST & YOUNG – PAULO REIS VOGAL – SICS – RAUL CUAMBA VOGAL – MOMENTUM MOÇAMBIQUE – JACQUES MASSINGUE   ONÓRIO MANUELA ELECTED PRESIDENT OF CCMUSA Onório Manuel elected new President of the MOZAMBIQUE CHAMBER OF COMMERCE – UNITED STATES OF AMERICA (CCMUSA) during the Ordinary General Assembly held on April 30, 2024 in Maputo. Among the various activities scheduled for the assembly, there was the presentation and unanimous approval of the Activity and Accounts Report for the year 2023. Intervening during the occasion, the new President of CCMUSA assured that the recently elected corporate bodies will work to meet the institutional needs of the Chamber, including members and cooperation partners. “The strategic objectives for the 2024-2027 three-year period aim to value members, making CCMUSA a reference and a driver of business development between Mozambique and the United States of America. We will continue to consolidate the conditions for a reference institution based on its strategic pillars of action based on five (5) main spheres: business support service, relationship facilitator, internal training, international cooperation, digital transition and sustainability”, detailed Onório. Intervening at the end of the session, the Chairman of the Board, Duarte Dlhalane, representing BCI, welcomed the new members of the Governing Bodies and praised the excellent work carried out by the outgoing Board led by Dr. Evaristo Madime. “In a complex and devastating situation for the business sector and for society as a whole, this Department was able to maintain activities at a high level”, he concluded. Elected Governing Bodies 2024-2027 General Meeting Board PRESIDENT – BCI SECRETARY – AMANZE ADVOGADOS, REPRESENTED- COSTA AMANZE BOARD OF DIRECTORS PRESIDENT – MOZPARKS, REPRESENTED- ONÓRIO MANUEL VICE-PRESIDENT – TECHNICAL CONSULTANT ENGINEERS LDA, REPRESENTED- CARLOS QUADROS SECRETARY – CAMBULE & AMÉRICO, REPRESENTED- BERGENTINO AMÉRICO TREASURER – PWC, REPRESENTED- JAMIL KHAN MEMBER – BROLL, REPRESENTED- JOSÉ CASTILHO MEMBER – MOZA BANCO, REPRESENTED- JAIME JOAQUIM MEMBER – CADA ENERGY, REPRESENTED- GARY CLYNE FISCAL COMMITTEE PRESIDENT – ERNST & YOUNG, REPRESENTED BY PAULO REIS MEMBER – SICS, REPRESENTED BY RAUL CUMBA MEMBER – MOMENTUM MOZAMBIQUE, REPRESENTED BY JACQUES MASSINGUE

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Uma empresa que ‘vive as marcas’

A revista Mozbusiness, na senda de saber as razões e o processo pelo qual algumas empresas entram para a Bolsa de Valores, teve uma conversa com o Presidente do Conselho de Administração da Tropigalia, Ivan Pereira. A empresa de distribuição, com quase 30 anos de vida e que vive e respira as suas marcas diariamente, fez a sua primeira Oferta Pública de Subscrição em 2022. Quisemos saber como tudo aconteceu e o que mudou em termos organizacionais para esta empresa 100% privada que procurou com a sua adesão à Bolsa o acesso a capital isento de custos. HELGA NUNES (entrevista) . DINO VALETA (fotos)  No que consiste a empresa e a marca Tropigalia, actualmente? A Tropigalia tem a sua génese na distribuição de produtos, sejam eles alimentares ou não alimentares, e mantém-na até hoje.  No entanto, não nos consideramos uma empresa de distribuição comum, diferenciamo-nos por sermos uma empresa que “vive as marcas”, ou seja, trabalhamos as marcas e as elevamos ainda mais, investindo em publicidade, divulgação e promoção junto aos consumidores. Que factores levaram a Tropigalia a aderir à Bolsa de Valores de Moçambique? O desejo da entrada da Tropigalia na Bolsa de Valores de Moçambique é antigo, remonta a 2017, altura em que se iniciaram os primeiros contactos com a Bolsa de Valores de Moçambique. Devido a variadas circunstâncias esse desiderato só se materializou no ano passado, altura em que fizemos a primeira Oferta Pública de Subscrição de uma empresa 100% privada, ou seja, sem que o Estado moçambicano fosse accionista. Os motivos prendem-se essencialmente com transmitir aos nossos parceiros a imagem de que somos uma empresa preocupada em demonstrar que fazemos tudo de forma transparente e, por isso, não temos a preocupação em nos expormos perante a opinião pública, trazendo com isso uma maior credibilidade, projecção e reconhecimento da nossa empresa. Por outro lado, surge a intenção de estender a nossa base accionista a um número maior de investidores (incluindo trabalhadores) e de atrair desta forma investidores com variados perfis que permitam a empresa, por exemplo, enfrentar momentos de maior adversidade de forma mais robusta. E os motivos englobam ainda a necessidade de acesso a capital isento de custos e fomentar a adopção do mercado de capitais moçambicano, uma vez que há muito poucas empresas moçambicanas que aderem a esta ferramenta de financiamento/investimento. Quando é que foi aberta a subscrição da Tropigalia para a BVM? A Oferta Pública de Subscrição ocorreu entre os meses de Outubro e Novembro do ano passado, tendo a liquidação financeira ocorrido ainda durante o mês de Novembro e a admissão à cotação na BVM em Dezembro do mesmo ano. O que envolveu o processo de preparação e de obtenção de requisitos para aderir à Bolsa? O processo de preparação de uma oferta pública é um processo relativamente complexo e um pouco demorado para quem pretende seguir todos os procedimentos exigidos pelas boas práticas internacionais para este tipo de operações. O primeiro passo passa pela contratação de um Coordenador Global, que é uma instituição financeira. A nossa escolha recaiu no Banco BIG Moçambique, que, embora seja um banco de expressão mais discreta no mercado moçambicano, é a instituição financeira mais especializada que o nosso mercado tem para este tipo de operações. Por imposição do Banco BIG Moçambique, tivemos que: contratar uma empresa de auditoria externa (KPMG) para que fizesse um “due diligence” financeiro às nossas contas (pese embora a Tropigalia tenha sempre, desde a sua criação em 2004, sido sujeita a auditorias feitas por auditores independentes e externos) e contratar um escritório de advogados (CGA) para que fizesse um “due diligence” legal, onde incluía fazer alterações estatutárias para acomodar tanto a entrada da Tropigalia na Bolsa de Valores de Moçambique como para preparar a empresa para responder ao novo código comercial. Visto que a Tropigalia tem internamente uma equipa robusta de comunicação, desenhamos e implementamos uma estratégia de comunicação que permitiu dar a conhecer a empresa e a esclarecer a oferta pública. Sob proposta ainda do Banco BIG Moçambique, convidamos alguns bancos a fazerem parte do sindicato de colocação, tendo resultado na criação de um sindicato de colocação composto pelos bancos BIG Moçambique, Standard Bank, Absa e FNB. E existem depois um conjunto de procedimentos que tanto o supervisor do mercado, o Banco de Moçambique e a Bolsa de Valores de Moçambique exigem para este tipo de operações e que o Banco BIG Moçambique, enquanto coordenador global da operação, teve de acautelar. A Tropigalia está a investir numa plataforma ou num parque próprio em Marracuene, um sítio onde irá instalar as empresas do Grupo. Até que ponto conseguiu o financiamento através da Bolsa de Valores para essas e outras infraestruturas? A Tropigalia não é um grupo, caminha para isso, mas ainda não o é. Somos uma empresa unicamente de distribuição, pese embora tenhamos 70% de participação numa empresa satélite que nos presta serviços de transporte quase que exclusivamente – a Tropitex SA. Dada a evolução da taxa de juro que temos assistido neste ano e no final do ano passado, a estratégia de financiarmo-nos com recurso a capitais próprios através de uma oferta pública de subscrição, mostrou-se muito acertada. Essa possibilidade de nos financiarmos sem ter acoplado juros permitiu à empresa manter o rumo traçado para a expansão da nossa operação através da construção de novos centros de distribuição de qualidade elevada e que respondem às boas práticas internacionais e exigências de empresas nacionais e internacionais que buscam parceiros preocupados com o cumprimento destes requisitos. O projecto é ambicioso, uma vez que antevê a construção de centros de distribuição e armazéns espalhados pelo país inteiro e ainda estamos no primeiro – Maputo. Portanto, ao longo dos próximos anos, mantemos o interesse em procurar novos financiamentos para o crescimento do nosso negócio e a subscrição pública é uma opção sempre a considerar. A primeira OPS correspondeu às suas expectativas? Sim. Entendemos que fomos pioneiros neste tipo de operações dadas as nossas características – empresa sem participação do Estado moçambicano.  Tivemos mais de mil

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Foto família dos membros da CCMUSA

CCMUSA reune seus associados em Assembleia Geral na Cidade de Maputo

A Câmara de Comércio Moçambique- Estados Unidos da América (CCMUSA) realizou esta quarta-feira (28/02/2024) a Assembleia Geral Extraordinária com o objectivo de apresentar e debater o balanço das actividades e sobre as diversas acções inerentes ao desenvolvimento da CCMUSA e das oportunidades de negócios entre os seus associados. Na ocasião, o Presidente do Conselho Directivo da CCMUSA, Evaristo Madime instou os membros a continuarem envolvidos e comprometidos com o crescimento da câmara por forma a salvaguardar os interesses do empresariado e a atrair investimentos que promovam o crescimento económico e o bem-estar social, criando postos de trabalho. O evento contou com a presença de mais de duas dezenas de associados e teve lugar no auditório do BCI em Maputo. De referir que a CCMUSA é a mais antiga câmara de comércio bilateral em Moçambique com mais de 30 anos de existência.

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Moçambique e França definem sectores estratégicos para investimentos

O governo francês organizou, de 24 a 25 de Abril, o Fórum de Negócios Moçambique-França, com o apoio da Câmara de Comércio e Indústria França-Moçambique (CCIFM) e da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA). ARMÉNIO MUCACHE (texto) O evento teve início no dia 24 de Abril com uma sessão plenária de apresentação do ambiente de negócios e os sectores-chave em Moçambique. Depois, durante um dia e meio, reuniões de negócios multi-sectoriais (Business Matchmaking/Dating) deram origem a reuniões BtoB e Bto Gov entre as cerca de quarenta empresas da delegação francesa e as empresas e entidades públicas moçambicanas. Tratou-se de um evento concebido para satisfazer as fortes expectativas das empresas francesas e cerca de 120 empresários estiveram presentes, dos quais 50 franceses e 70 moçambicanos, ultrapassando, assim, o limite de inscrições que era de 40. Agostinho Vuma, presidente da CTA, classificou positivamente a adesão desse número de empresários no fórum. “O nível de adesão a este fórum mostra, por um lado, o nível de importância que o sector empresarial dá às relações com a França, o mesmo se observando do lado francês para com Moçambique, e apraz-nos o facto de ter neste leque de investidores franceses aqui presentes o sector da banca, que esperamos que venha enriquecer o leque de oferta para o acesso aos investimentos do lado das nossas PME”, referiu Vuma. Importa lembrar que em Novembro de 2020, em plena fase da pandemia da COVID – 19, os sectores empresariais de Moçambique e da França estiveram reunidos virtualmente no Fórum de Negócios e Investimentos Bilaterais, com a participação de mais de 300 empresários de ambos os países. Era um dos primeiros passos pós-pandémicos que a CTA se propôs lançar no sentido de abrir as portas e de impulsionar as relações comerciais bilaterais. Actualmente, segundo Vuma, “estamos numa situação em que as contas indicam que, nos últimos anos, as exportações de Moçambique para França ascendem a pouco mais de 30 milhões de dólares por ano, e as importações situam-se em torno dos 73 milhões de dólares”. É preciso reduzir as preocupações dos investidores Este fórum de negócios Moçambique-França, acontece numa altura em que se trabalha no acompanhamento dos resultados da recente missão realizada com a Total Energies para a França, com as organizações AIMO e ACIS. O presidente da CTA destacou também algumas preocupações por parte dos investidores, tais como: a rápida aprovação da Lei de Investidores Privados para reduzir a incerteza do futuro dos novos investimentos e as regras impostas na entrada e saída de capitais, através da Lei Cambial. “É preciso que o novo regulamento cambial torne estes fluxos mais flexíveis e de modo a facilitar os negócios com os nossos parceiros”, salientou. Para Gil Bires, director geral da Agência para Promoção de Investimentos e Exportações (APIEX), a França é um parceiro privilegiado em Moçambique devido ao seu potencial e capacidade competitiva em termos de capital, tecnologia e parceria. “Nos últimos 5 anos, a balança comercial de Moçambique e França registou um crescimento de 26.7”, referiu Bires. Em relação às preocupações levantadas pelos investidores, Bires assegura que nas primeiras semanas de Abril fez-se a revisão da Lei de Investimentos, da Lei do Trabalho, do novo Código Comercial, nova Pauta Aduaneira e outros instrumentos que vão facilitar a actividade comercial entre Moçambique e os países investidores. O Governo moçambicano definiu a agricultura, a energia, as infraestruturas, os recursos minerais e a indústria de turismo e hotelaria como sectores estratégicos para os investimentos estrangeiros. O director geral da Agência para Promoção de Investimentos e Exportações aproveitou a oportunidade para formular o convite ao sector privado, para e a França, a participar da FACIM-2023 a ter lugar a partir de 28 de Agosto.  

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Ministros do Comércio africanos pedem renovação da AGOA aos EUA

No âmbito do US-Africa Business Summit 2023, os ministros do Comércio africanos pediram aos Estados Unidos da América que o acordo comercial da AGOA (Lei de Crescimento e Oportunidades para a África), que abriu o mercado norte-americano aos produtos africanos, seja reformulado e que se amplie novamente a sua data este ano, para não esperar até à sua expiração marcada para 2025. O pedido foi apresentado durante a realização da Cimeira de Negócios entre os países da África Austral e os Estados Unidos da América (US-Africa Business Summit) sob o lema “Reforçar o valor de África nas cadeias de valor globais”, que teve lugar em Gaberone, no Botswana. AGOA (African Growth and Opportunity Act – Lei de Crescimento e Oportunidades para a África) concede a isenção de direitos aduaneiros a mercadorias de países designados da África Subsaariana. O programa data do ano 2000 e tem como objectivo promover o crescimento económico através da boa governação e dos mercados livres. O mecanismo de apoio abrange bens não têxteis e têxteis, e, em 2015, foi reautorizado até 30 de Setembro de 2025. Contudo, agora os líderes da África Austral pedem que a lei seja novamente estendida. A renovação imediata da AGOA removeria a incerteza sobre o futuro do pacto e iria permitir que fornecedores e parceiros planeassem e mantivessem melhor os investimentos nas economias africanas, disseram os ministros durante a Cúpula Empresarial EUA-África no Botswana. “Estamos a falar com a mesma voz que a Agoa deve ser estendida”, disse o ministro do Comércio de Botswana, Mmusi Kgafela, num painel de cúpula. Kgafela disse que ele e outros ministros africanos querem “um período indefinido” para o acto. Deste modo, eliminar-se-ia a incerteza em torno do actual ciclo de renovação de 10 anos. Reautorizar o AGOA agora Num novo documento sobre o pedido de renovação do Agoa, Daniel F. Runde e Thomas Bryja escreveram para o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), com sede em Washington DC, que “há um caso convincente para reautorizar o AGOA agora”. Frannie Léautier, membro do Atlantic Council, que lançou um relatório do AGOA recentemente, disse que o acto “deve ser renovado pelo Congresso dos EUA por pelo menos um período de dez anos, o mais rápido possível”. Houve também um apelo dos ministros para que as regras do AGOA fossem simplificadas e tornadas menos pesadas para que mais países pudessem beneficiar mais do programa. A incerteza em torno do futuro da AGOA tem um impacto no mundo real das decisões tomadas por empresas e economias que tentam tirar proveito de suas condições preferenciais para entrar na maior economia do mundo. O CASO DA ÁFRICA DO SUL A participação de África na fabricação têxtil global dobrou sob o AGOA, mas os produtores planeiam com dois anos de antecedência e podem transferir a produção para o sudeste Asiático se o futuro do tratado estiver em dúvida, apontam Runde e Bryja do CSIS. O partido da oposição sul-africano, Aliança Democrática (AD), fez manchetes ao dizer que “iniciou um processo de lobby” para a inclusão contínua do país na AGOA, numa tentativa de salvar a economia em dificuldades do país. A AD alega que a posição não alinhada do governo liderado pelo ANC sobre a guerra Rússia-Ucrânia pode levar ao colapso do sector da fabricação de automóveis na África do Sul se os EUA o excluir da AGOA como punição. Sendo a economia mais avançada de África, a África do Sul tem sido o maior beneficiário da AGOA durante os 23 anos em termos monetários, em grande parte graças ao sector automóvel. A imprensa sul-africana também informou que Ramaphosa enviou membros seniores do seu gabinete a Washington para discutir o futuro da AGOA. Até o Botswana vai ficar sob pressão, porque trabalha em estreita colaboração com a África do Sul ao abrigo da lei AGOA, para fornecer componentes para os automóveis dos EUA. “O seu sucesso é o nosso sucesso”, disse o ministro do Comércio do Botswana, Kgafela. Depois de tudo dito e feito, a decisão final sobre a renovação do AGOA caberá ao Congresso dos EUA. Por um lado, as questões africanas são uma das poucas áreas temáticas em que há quase sempre apoio bipartidário. Por outro, as questões africanas muitas vezes não são uma prioridade, o que pode significar que se chegue até Setembro de 2025 à espera de uma renovação. A POSIÇÃO DA ZÂMBIA O ministro do Comércio da Zâmbia, Chipoka Mulenga, referiu que o seu país beneficiou do acordo comercial, mas permaneceu “no fundo dos benefícios da plataforma AGOA” devido à falta da industrialização necessária para produzir mais “produtos de valor acrescentado” em vez de apenas exportar matérias-primas, como minerais ou produtos agrícolas. “Se eles, o governo dos EUA, querem ver o AGOA ter sucesso em África, eles devem apoiar os países africanos a industrializarem-se para dar valor agregado.” Mokhethi Shilele, ministro do Comércio do Lesoto, advertiu contra uma reformulação completa da AGOA por medo de atrasar a renovação do acto. “Há um sentimento de que a AGOA deve ser reformada ou alterada, mas sou indiferente a isso, porque se pressionarmos, como vamos renová-la este ano?”.

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Eles gostam de vestir Moçambique

Não se pode falar de moda em Moçambique sem se mencionar o nome de Vasco Rocha e a marca Mozambique Fashion Week, ou MFW para os mais familiarizados. O MFW é um dos maiores eventos da indústria da moda. Existe há 18 anos e foi criado pelo empresário, no âmbito das actividades da agência DDB Moçambique. Vasco é o seu director executivo e um empreendedor de gema, que há muito aposta na organização dos grandes eventos. Na entrevista que se segue, ele fala à MozbUSiness sobre a MFW e sobre o impacto que a moda produz na economia.  Celita Matsena (texto). DDB (fotos)    Qual é o objectivo do MFW? O nosso maior objectivo é descobrir novos valores, promover a indústria, criar pontes para a formação e exportação de valor, colocar a moda como um elemento forte de transformação na nossa sociedade, potenciar as indústrias criativas e dinamizar a criação de emprego jovem e novas oportunidades. Paralelamente, mostra um Moçambique brilhante e criativo com uma indústria de elevado valor que merece ser conhecida e admirada no mundo.  Para a materialização do MFW existiram desafios? Se sim, quais? Os desafios para a materialização do MFW foram vários e diferentes, mais ou menos complicados, dependendo do ambiente em cada um deles, da altura e fase, que o MFW foi passando ao longo do tempo. O primeiro desafio que tivemos foi a materialização do primeiro evento, que foi colocado como parte de um plano de eventos maior e que se realizou durante o Verão numa das províncias de Moçambique — Inhambane. Nesta altura, não tínhamos quaisquer expectativas em relação aos resultados do mesmo e acabou por ser um ‘balão de ensaio’ para futura análise daquilo que poderia, ou não, ser feito no futuro. Por outro lado, na época ainda não havia estilistas ou designers de moda, mas sim alfaiates e costureiras. Profissionais que também não estavam muito habituados a este tipo de eventos. O segundo momento foi tornar o MFW uma referência nacional e internacional. De um mercado inexistente, desenvolver um market place foi o maior desafio, embora já numa fase bastante diferente e muito mais madura do que quando estávamos na fase inicial. Hoje, os moçambicanos já valorizam, e muito, aquilo que é desenhado e produzido criativamente em Moçambique. Gostam de vestir Moçambique. A melhoria da capacidade criativa, o aumento da qualidade e acima de tudo o orgulho de usar a bandeira em cores e padrões que vestem esse mesmo orgulho.  Como é que foram ultrapassados estes desafios? Primeiro, o projecto passou por criar uma estrutura inicial de três elementos, para um evento que iria decorrer em três dias. Esses elementos eram os Young designers, Estabelecidos e Pan Africanos. Por outro lado, iniciamos processos de passagem de conhecimento e formação apoiando o desenvolvimento de workshops anuais, onde trouxemos profissionais de fora para poderem ensinar e aperfeiçoar os estilistas que estavam a iniciar a carreira, pontes de trabalho com a Federação de Moda Italiana, que anualmente permitem aos estilistas moçambicanos aprender e apresentar as suas colecções. O mesmo para os modelos, para a produção do evento, para a fotografia, e por aí fora. Era um dos passos mais importantes para que o evento pudesse ter sucesso e, principalmente, trazer sucesso aos seus intervenientes.  Além de todos estes processos, para que o MFW pudesse ir evoluindo e criando oportunidades para os diversos intervenientes, teve de se olhar para outro factor importante: o factor financeiro. Para os parceiros e marcas. O evento tem o nome de Moçambique e mostra muito do poder criativo do país, impulsiona a indústria criativa e fomenta o conteúdo local e a oportunidade real de desenvolvimento. Antes, era difícil olhar para a moda como um elemento de transformação. Ninguém acreditava, mas hoje é uma referência importante na cultura nacional. Hoje falamos de sustentabilidade, diversidade, inclusão e muitos mais adjectivos e o MFW desde sempre teve isso em consideração na sua plataforma porque sempre tivemos presente o factor de mudança e desenvolvimento. O evento foi premiado, várias vezes, pelas suas campanhas de sensibilização a nível internacional, desde o cancro da mama até à violência doméstica. O MFW, felizmente, é mais do que um evento de moda. Independentemente da opinião de cada um, é um evento que transformou e revolucionou formas de ser e de estar. Quais eram as expectativas na época da “implantação” deste tipo de certame? As expectativas eram baixas. Entretanto, o mercado mostrou-nos que havia espaço, necessidade e uma vontade enorme de ter eventos deste género. Logo de início, e em relação ao número de espectadores, as expectativas foram largamente extravasadas, mas também ressaltou de imediato a necessidade de se criar o mercado da moda ou, pelo menos, um local onde a criatividade e o engenho moçambicano pudessem ter uma montra. MFW EM CRESCIMENTO Que acções estão a ser tomadas para ultrapassar a limitação aliada à formação? Como referi, temos vindo a diminuí-la com a introdução de workshops anuais e do envio de vários designers moçambicanos para outros países para que possam estagiar, nomeadamente para a Itália e a África do Sul, fruto de acordos firmados e de uma relação estabelecida com a Federação de Moda Italiana e do South Africa Fashion Week, no entanto é manifestamente pouco para aquilo que são as necessidades presentes. E quando falo de formação, falo de formação não só para os designers ou estilistas, mas também para os modelos e outros actores desta indústria. Tenho a consciência que é um processo em curso, que há necessidade do Governo olhar para esta indústria como um todo e para a criação da sua cadeia de valor. Mas, também tenho a noção que o mesmo Governo tem muitas prioridades e que, portanto, estaremos certamente no “to do list” e que há coisas que se podem efectivar em paralelo, por isso, estamos a trabalhar nesse sentido.   Fazendo uma análise comparativa dos primeiros anos do MFW e dos dias actuais, o que se pode dizer quanto à adesão das pessoas a este tipo de iniciativa? A adesão tem sido extremamente

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